domingo, 20 de maio de 2007

Momentos difíceis, amigos transparentes

Hoje, li na coluna da Marta Medeiros que as outras pessoas são nosso espelho, quando falava de como nos acostumamos a nós mesmos e aos outros com quem convivemos diariamente a ponto de não enxergamos as mudanças. Pois bem, concordo e vou mais além: os momentos difíceis pelos quais passamos são uma espécie de marcador, a sinalizar o quanto somos amados ou bem-queridos pelos que nos cercam. Esta semana tive bem a prova disso: de quem esperava apoio e companheirismo, carinho e sustentação em um momento difícil que vivia demonstrou, mais uma vez, total afastamento e nenhum comprometimento. Isso me deixou ainda mais com medo de perder a única pessoa que me ama de verdade, com exceção de meus filhos que ainda não têm noção exata do que seja amor: minha mãe. Agradeço a Deus por ela estar viva e ter superado bem o problema de saúde que a levou a uma cirurgia. Que ela seja milhões de vezes abençoada!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Sou professora da rede municipal e...

Já há um bom tempo os professores da rede municipal vêm sofrendo com os desmandos dos prefeitos e suas respectivas secretárias de educação que, "canetando" absurdas normas e resoluções sobre avaliação e currículos, no intuito único de receber mais verbas e gastar menos com a educação pública para que sobre para "qualquer outra coisa", vêm fazendo com que a educação pública do RJ chegue ao desgaste total. Desda vez, se nos calarmos como das outras vezes que decretaram 40% de aproveitamento para aprovação, limite de reprovações de 10% por turma, conceitos PS,S,Ep, etc..., se nos calarmos estaremos declarando nossa incompetência como formadores de opinião e abrindo mão de nosso papel de cidadãos conscientes de nossos direitos e deveres. E um dever nosso, como cidadão carioca, professor da rede pública é denunciar esse disparate e dizer NÃO a mais esta imposição absurda, que tornará a escola pública uma grande farsa, tirando dos alunos da classe menos favorecida a oportunidade de melhorar sua condição de vida de forma digna, em todos os sentidos: como cidadão consciente, culto e transformador da sociedade, capaz de realizar um trabalho com dignidade, melhorando, conseqüentemente, sua condição de vida. É possível isto acontecer a alunos da rede municipal? Não, se deixarmos que este absurdo continue,que ele termine o ensino básico sem a base para continuar estudando e se preparando para o trabalho, recebendo um diploma estigmatizado pela sociedade, sendo enganado na avaliação que recebe, não sendo cobrado para que estude.Hoje me senti envergonhada por pertencer a uma classe em que "rolam" ameaças para que você se renda ou se "venda", em que "rola" medo de se assumir uma posição clara, em que rola comodismo daquele que não está nem aí...Estou em paz com minha consciência: continuarei meu trabalho com o objetivo claro de transmitir a meu aluno o que sei, tentando que ele vá em frente com sucesso e, principalmente, NÃO COMPACTUAREI COM ESTA FARSA, DANDO UM CONCEITO ÚNICO E ACEITANDO CALADA ESSA IMPOSIÇÃO RIDÍCULA. Se vai dar em alguma coisa não sei. Só sei que estou em paz.