sábado, 30 de janeiro de 2010

Amor


O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos:
Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.
Palpita em todas as criaturas.
Alimenta todas as ações.
O ódio é o Amor que se envenena.
A paixão é o Amor que se incendeia.
O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo.
O ciúme é o Amor que se dilacera.
A revolta é o Amor que se transvia.
O orgulho é o Amor que enlouquece.
A discórdia é o Amor que divide.
A vaidade é o Amor que ilude.
A avareza é o Amor que se encarcera.
O vício é o Amor que se embrutece.
A crueldade é o Amor que tiraniza.
O fanatismo é o Amor que petrifica.
A fraternidade é o Amor que se expande.
A bondade é o Amor que se desenvolve.
O carinho é o Amor que se enflora.
A dedicação é o Amor que se estende.
O trabalho digno é o Amor que aprimora.
A experiência é o Amor que amadurece.
A renúncia é o Amor que se ilumina.
O sacrifício é o Amor que se santifica.
O Amor é o clima do Universo.
É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação.
Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.
Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos. Com ele, tudo se aclara.
Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.
Em suma, o bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito, segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.

João de Brito
Texto extraído do livro "Falando à Terra" - pg. 105/106 - 3ª edição Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Brasil: um país de não-leitores

Ontem, mencionei um livro que tinha acabado de ler - e gostei- como sugestão de boa leitura. No entanto, esqueci-me de que o Brasil é um país de não-leitores. Que coisa triste! Lembro-me bem de minha infância, em que era obrigatória a leitura dos clássicos da literatura: Machado de Assis, Orígenes Lessa, José de Alencar, Eça de Queirós, etc, etc.
Certa vez, Ziraldo disse:"Tem que acabar com essa história de transformar a leitura em dever. Aprender a ler é um momento mágico da vida da gente..." Concordo que é preciso estimular o gosto pela leitura mas, por experiência própria, até se aprender a gostar de ler, passamos pela fase da leitura por dever. A leitura por dever leva, na maioria das vezes, à leitura por prazer. É preciso começar a ter contato com o livro, de alguma forma.
O ponto crítico que, a meu ver, leva ao não-contato com o livro é o valor exorbitante do mesmo. Livro deveria ter subsídios do governo para que fosse mais acessível ao leitor; em cada região administrativa, deveria haver bibliotecas públicas com acervo vasto e atualizado; livro didático deveria ter baixíssimo custo e deveria haver livre concorrência e não esse tabelamento de preços dos livros didáticos pelo qual, mesmo que uma determinada livraria tenha estoque antigo, não pode vendê-lo por um preço mais baixo. Para meus dois filhos, gastamos em livros R$ 700. O livro mais barato sai por R$50.
Ao invés de programas como o "bolsa celular" do governo federal em que as 11 milhões de famílias que participam do programa Bolsa Família poderão ter acesso a telefonia celular em condições facilitadas com pré-pagos de graça com R$ 7 de créditos mensais, por que o governo não cria o "bolsa livro"?
Não! Ainda prefiro que o governo faça uma reforma tributária indissociavelmente relacionada à educação no sentido mais amplo da palavra, diminuindo impostos sobre livros num "subsídio literário", fiscalizando as editoras que hoje formam um verdadeiro cartel: várias empresas independentes do mesmo ramo se reúnem para estabelecer acordos sobre preço e produção, repartem o mercado, fixam a quantidade de produtos a fabricar, determinam preços e distribuem lucros.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sugestão de leitura


Um livro? O Vendedor de Passados (Gryphus, 200 páginas) de José Eduardo Agualusa, um escritor angolano de 43 anos e, diga-se de passagem, um gato! O livro apresenta uma leitura fácil e envolvente e é sobre um especialista em reescrever a biografia dos fregueses na emergente sociedade urbana de Angola. Ah, e o narrador é uma lagartixa, que seria a reencarnação do escritor argentino José Luís Borges - uma homenagem.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Férias!...

"Há momentos na vida, em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há emoções que as palavras não sabem traduzir!" Jacques Prévert

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lindas fotos


"A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final."


Luís Fernando Veríssimo



domingo, 3 de janeiro de 2010

verão cantado em versos

Soneto 17
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno.
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.