quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Meditando sobre o ano que acaba...

2010 - Defino-o como "Ano furacão". Por quê? Simples. Foi um ano que passou colocando tudo de pernas para o ar. Pelo menos, foi o que pude perceber a minha volta. Mudanças bruscas de vida, finais de ciclo, novos caminhos. Como diz um provérbio chinês ( ou seria japonês?): "As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas." Por isso, mesmo diante de momentos difíceis, avance confiante que irá vencê-las. Que em 2011 sopre um vento suave pelo caminho.

sábado, 26 de junho de 2010

Os impactos da Copa em ano de eleições

Não há como duvidar de que o brasileiro, em geral, só pensa em futebol, ainda mais em período da Copa do Mundo. Até o dia 11 de julho, nas Tvs abertas ou não, não se fala em outra coisa, a não ser em jogos da Copa. O povo é levado, nos dias de jogo do Brasil, a entrar em uma euforia sem tamanho, consumindo ao extremo e quase nada produzindo. E mesmo com um péssimo resultado, como foi o do último jogo contra Portugal, o que importa é assar a carne e beber a gelada.
Até mesmo diante de catástofres como as que ocorreram em Alagoas e Pernambuco, o espaço destinado a essas notícias na TV é muito pequeno. E, diante de tanto torpor, os deputados seguem votando em leis que nos prejudicam ou que beneficiam, e muito, a eles próprios. Vamos torcer sim, mas com os olhos e ouvidos bem abertos ao que acontece nos bastidores da política brasileira. Enquanto torcemos, políticos com Garotinho conseguem liminar na Justiça para concorrerem nas próximas eleições.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Amor


O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos:
Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.
Palpita em todas as criaturas.
Alimenta todas as ações.
O ódio é o Amor que se envenena.
A paixão é o Amor que se incendeia.
O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo.
O ciúme é o Amor que se dilacera.
A revolta é o Amor que se transvia.
O orgulho é o Amor que enlouquece.
A discórdia é o Amor que divide.
A vaidade é o Amor que ilude.
A avareza é o Amor que se encarcera.
O vício é o Amor que se embrutece.
A crueldade é o Amor que tiraniza.
O fanatismo é o Amor que petrifica.
A fraternidade é o Amor que se expande.
A bondade é o Amor que se desenvolve.
O carinho é o Amor que se enflora.
A dedicação é o Amor que se estende.
O trabalho digno é o Amor que aprimora.
A experiência é o Amor que amadurece.
A renúncia é o Amor que se ilumina.
O sacrifício é o Amor que se santifica.
O Amor é o clima do Universo.
É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação.
Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.
Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos. Com ele, tudo se aclara.
Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.
Em suma, o bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito, segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.

João de Brito
Texto extraído do livro "Falando à Terra" - pg. 105/106 - 3ª edição Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Brasil: um país de não-leitores

Ontem, mencionei um livro que tinha acabado de ler - e gostei- como sugestão de boa leitura. No entanto, esqueci-me de que o Brasil é um país de não-leitores. Que coisa triste! Lembro-me bem de minha infância, em que era obrigatória a leitura dos clássicos da literatura: Machado de Assis, Orígenes Lessa, José de Alencar, Eça de Queirós, etc, etc.
Certa vez, Ziraldo disse:"Tem que acabar com essa história de transformar a leitura em dever. Aprender a ler é um momento mágico da vida da gente..." Concordo que é preciso estimular o gosto pela leitura mas, por experiência própria, até se aprender a gostar de ler, passamos pela fase da leitura por dever. A leitura por dever leva, na maioria das vezes, à leitura por prazer. É preciso começar a ter contato com o livro, de alguma forma.
O ponto crítico que, a meu ver, leva ao não-contato com o livro é o valor exorbitante do mesmo. Livro deveria ter subsídios do governo para que fosse mais acessível ao leitor; em cada região administrativa, deveria haver bibliotecas públicas com acervo vasto e atualizado; livro didático deveria ter baixíssimo custo e deveria haver livre concorrência e não esse tabelamento de preços dos livros didáticos pelo qual, mesmo que uma determinada livraria tenha estoque antigo, não pode vendê-lo por um preço mais baixo. Para meus dois filhos, gastamos em livros R$ 700. O livro mais barato sai por R$50.
Ao invés de programas como o "bolsa celular" do governo federal em que as 11 milhões de famílias que participam do programa Bolsa Família poderão ter acesso a telefonia celular em condições facilitadas com pré-pagos de graça com R$ 7 de créditos mensais, por que o governo não cria o "bolsa livro"?
Não! Ainda prefiro que o governo faça uma reforma tributária indissociavelmente relacionada à educação no sentido mais amplo da palavra, diminuindo impostos sobre livros num "subsídio literário", fiscalizando as editoras que hoje formam um verdadeiro cartel: várias empresas independentes do mesmo ramo se reúnem para estabelecer acordos sobre preço e produção, repartem o mercado, fixam a quantidade de produtos a fabricar, determinam preços e distribuem lucros.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sugestão de leitura


Um livro? O Vendedor de Passados (Gryphus, 200 páginas) de José Eduardo Agualusa, um escritor angolano de 43 anos e, diga-se de passagem, um gato! O livro apresenta uma leitura fácil e envolvente e é sobre um especialista em reescrever a biografia dos fregueses na emergente sociedade urbana de Angola. Ah, e o narrador é uma lagartixa, que seria a reencarnação do escritor argentino José Luís Borges - uma homenagem.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Férias!...

"Há momentos na vida, em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há emoções que as palavras não sabem traduzir!" Jacques Prévert

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lindas fotos


"A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final."


Luís Fernando Veríssimo



domingo, 3 de janeiro de 2010

verão cantado em versos

Soneto 17
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno.
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.