segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ano novo

Desde criança, em nossas comemorações em família ( e que família!), criava uma grande expectativa em torno do início de um novo ano. Era um momento mágico, em que acreditava que a vida poderia mudar radicalmente, de um dia para o outro, e que as coisas que não andavam bem poderiam se transformar para melhor. Com o tempo, essas ilusões pueris foram ficando para trás e, infelizmente, a razão e o senso prático tomaram o espaço das ilusões e sonhos de menina. Ainda habita em mim a menina tímida, sonhadora e pouco prática que, graças a racionalidade e praticidade de minha mãe não se perdeu nos sonhos, tendo os dois pés bem fincados no chão. Porém, em alguns momentos, essa menina se perde no emaranhado de objetivos e interesse materiais que hoje formam o que sou. Tento resgatá-la, fazê-la sobreviver, com o intuito egoístico de não me tornar materialista demais, objetiva demais. Pelo menos no primeiro mês do ano novo, tento agir como aquela menina que sonhava com um mundo mais feliz.