
Abril chegou e com ele a melancolia característica das tardes de outono. Até a natureza prefere as árvores sem folhas. Do meu quintal, vejo o velho pé de cajá dos meus tempos de meninice que ainda não perdeu as folhas. Há algo errado neste outono. Minha melancolia crônica, típica de quem sabe que o tempo não volta atrás, já não é a mesma também; não choro mais de saudade, porque sei que, se não tivesse vivido o que vivi não seria quem sou hoje. Todos que já se foram habitam em mim e, de alguma forma, se mantêm vivos. E me mantêm viva para os que agora são meu presente e futuro. Assim desejo.
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