domingo, 25 de janeiro de 2009

A menina que roubava livros


Um livro que selecionei para uma leitura por prazer nestas férias foi "A menina que roubava livros" de Marcus Zusak. Como muitos, sempre tive um pé atrás com os ditos best-sellers por achar que eram livros escritos sem grandes comprometimentos com a arte de escrever e expressar sentimentos e idéias. Comecei a deixar de lado este preconceito com o livro "Os catadores de conchas" de Elisabeth Pilcher. Pois bem, "A menina que roubava livros" também me cativou, essencialmente pelo estilo do autor que busca uma forma diferenciada de narrar uma história de amor e dor. Através de suas páginas, podemos percorrer uma trilha de sentimentos que se complementam ou que se contrapõem. Foi dessa forma que o referido livro me prendeu a atenção de tal modo que não conseguia parar de lê-lo, sendo, apenas, vencida pelo cansaço. Não há nada de original na estória contada, nada que não houvesse acontecido a alguém, ou escrita, talve, por um outro autor em um outro momento. É como os críticos costumam dizer: a única estória que pode ser considerada verdadeiramente original é Dom Quixote, de Cervantes. No entanto, o livro abre as portas do coração e faz com que o leitor acorde sentimentos tão esquecidos nos dias atuais, como a lealdade,a amizade e a compaixão. Sentir é saber-se vivo. E, pelo menos por isso, essa leitura vale a pena.

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