"A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças, do que nos nossos bolsos." Arthur Schopenhauer
Neste momento, vivemos sob o domínio da mediocridade. Sem querer parecer saudosista, sou de um tempo em que as pessoas buscavam na educação um meio de crescimento pessoal. Era inquestionável o que disse Aristóteles: “ O homem é uma animal que deseja o saber.” Hoje, nos deparamos com uma triste realidade:o interesse das pessoas pelas superficialidades e conseqüente mediocridade intelectual. É, meu amigo, são tempos medíocres. Venho percebendo, já há algum tempo, que as pessoas estão perdendo o senso crítico e a profundidade de pensamento. Fico incomodada quando ouço pessoas de nível superior conversarem apenas banalidades, sem refletirem sobre que ouvem ou lêem. Infelizmente, isso prova que a mediocridade atinge a todas as classes sociais e níveis acadêmicos. Quando o filósofo Schopenhauer defendeu a idéia de que o excesso de leitura poderia ser prejudicial ao nosso espírito, não foi compreendido e, por isso, foi muito criticado("Ler quer dizer pensar com uma cabeça alheia, em lugar da própria"). No entanto, a sua preocupação era de que não nos ocupássemos muito com as idéias dos outros, destinando mais tempo para exercitar nosso próprio pensamento. Ou seja, ler e refletir sobre o que se leu, não aceitando idéias prontas como verdades absolutas. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo para conhecer-se, para indagar como é possível o próprio pensamento.
Está faltando ao homem de hoje uma atitude filosófica, ou seja, utilizar o raciocínio fundamentado e lógico, ter uma visão crítica e madura da realidade e ter convicções firmes e sustentadas.
Está faltando ao homem de hoje uma atitude filosófica, ou seja, utilizar o raciocínio fundamentado e lógico, ter uma visão crítica e madura da realidade e ter convicções firmes e sustentadas.
“A mente é o homem, e o conhecimento é a mente; um homem é apenas aquilo que sabe”. (Francis Bacon).
2 comentários:
Eu só fico impressionado com a quantidade de mudanças para pior que ocorrem nas grandes organizações que muitas vezes as conduzem a falência, e as empresas de consultoria continuam rindo a toa enchendo as burras de dinheiro.
Mudar é uma ação de alto risco e só deve ser feita quando necessária ou quando nos é interessante, mudar pra melhor sempre!, mas em vez de ficar mudando sempre para pior melhor ficar na mesma.
Beijos,
Lino Filho
Grão mestre de linguística peripatética e Kartológica Universal do Reino de Deus.
É uma pensa que a experiência pessoal, aspecto tão requisitado há tempos, tenha sido descartada em detrimento do novo, como se o novo fosse mais atualizado e, consequentemente, melhor. É perfeitamente compreensível que na sociedade globalizada em que as coisas acontecem tão rapidamente seja uma necessidade estar “antenado” com novos procedimentos, estratégias, etc. No entanto, além de se estar atualizado, é necessário ser competente naquilo que se faz. E essa competência plena só vem com a prática, associada, claro, ao talento pessoal. Na área de educação, nos últimos 25 anos, tenho acompanhado de perto a deteriorização do ensino público. Os experientes, os que lidam diretamente com os alunos, nunca são ouvidos. E os teóricos de ar-condicionado ganham cada vez mais espaço com sua idéias “politicamente corretas”, democráticas e paternalistas colocando o professor na posição de algoz e único culpado pelo fracasso escolar. E tal como acontece hoje em empresas que estão sendo “loteadas” pelo governo Lula, vivemos uma crise de mudanças para pior também na educação.
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